sábado, 20 de novembro de 2010

Shiva

O Projeto Poema com Manteiga sai agorinha com a dança de Shiva e música indiana. Escute e dance.

Shiva


                     Ivaldo Gomes


Shiva dança,
Na sala da casa.
Na cozinha,
Na vizinha,
Na dela,
Ela dança,
Ele dança.

Shiva encanta,
Desencanta.
Encontra o prazer,
De ser igual ao tempo.
Ela e ele se encantam
Na dança,
Da vida.

Shiva dança.
Ela dança,
Eu danço.
Nós dançamos.
A vida é dança.
Nas andanças
Do universo.

E tudo é verso
E reverso.
Mas sempre o mesmo
Verso e prosa.
Shiva dança,
Eu danço,
Tu danças.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Aprofundando a democracia e a justiça social



                                                                               Ivaldo Gomes


         Passadas as eleições mais desprovidas de conteúdo que já vi na vida, agora vamos ao desenrolar dos governos. Estes apresentados no palco como salvadores da pátria, agora terão que continuar a sua representação contando apenas com a bilheteria do público, os impostos. Claro que alguns milhões não votaram em ninguém. Mas serão - mesmo assim - ‘administrados’ por aqueles em que o TRE certificou como eleito para os cargos eletivos. Realmente o erro das coisas não está apenas nelas próprias, mas no que se faz com elas. Logo não tem nada de errado com a democracia. Mas com o quê se faz em nome dela.
         Também tenho minha lista de prioridades pra cobrar dos eleitos. Mesmo não votando neles. E as farei em forma de defesa e cobrança pública, durante a vigência desses mandatos que se iniciam em janeiro de 2011. Sugiro a nova presidenta – salve a mulher brasileira! – que faça as reformas que o país precisa pra caminhar em segurança, gerando e distribuindo riquezas que esse país possui. Comecemos pela reforma política. Essa a mãe de todas as reformas. Aprofundemos com a reforma tributária e eleja-se a educação como ponto de equilíbrio para dai nascer um Brasil pujante e justo.

         Na reforma política, estabeleça-se o princípio da democracia de quem decide é o povo e quem cumpre são os governos.  O poder emana do povo e deve ser exercido por ele. Portanto, todo poder ao povo. Já temos tecnologia e logística suficientes para colar a opinião pública nas decisões governamentais. É só fazer plebiscitos, votação direta na internet e ir com o tempo fazendo a transição da democracia representativa para a democracia direta. Se elegemos temos o direito de ‘deseleger’ ainda durante o mandato. Todo poder emana do povo e com ele será exercido.

         Aprofundemos a reforma tributária: quem ganha mais paga mais e quem ganha menos paga menos. De verdade. Desoneremos os impostos para quem ganha até três salários mínimos, cobrando alíquotas de 1% sobre produtos e serviços, por exemplo. A partir dai, eleve-se o percentual do imposto até o limite em que a ganância não valha a pena. É extremamente injusto cobrar os mesmos 17% de imposto num pacote de café, para quem ganha um salário mínimo e os mesmos 17% para quem ganha cinquenta salários mínimos. Se quiser fazer justiça, vamos começar a tratar os que podem menos, para que possam mais e quem pode mais, possa menos. Justiça social também é dividir por igual às possibilidades de cada um contribuir no processo. Quem pode menos dá menos. Quem pode mais dá mais. Até que a justiça seja plena.

         Partindo da educação como eixo central de todo o processo de desenvolvimento – em todos os sentidos – cuidemos da saúde e da segurança de todos nós. É essencial priorizá-las no rol das propostas prioritárias. Um programa ousado de geração de obras e empregos será sempre prioridade em qualquer governo que seja digno de assim ser chamado. Não basta chegar ao poder. Temos que democratizá-lo na prática e na retórica. Sem conversa fiada. Ou vamos mesmo mudar as coisas por aqui ou vamos apenas desconversar e achar justificativas para o que não será feito?
  

domingo, 14 de novembro de 2010

De perto



O Projeto Poema com Manteiga, sem camisinha e sem apoio governamental (que legal), nem tão pouco longitudinal sai agora mesmo.




De perto


            
                           Ivaldo Gomes


Eu estava assim,
De bobeira.
Ai achei que tinha
Visto tudo.
Tudinho...
Assim de perto.
Era como se estivesse,
Tão perto.
Que de tão perto,
Ficou assim,
Muito perto,
Mesmo.
Assim de tão
Perto, experto,
Você já percebeu
Que está muito perto,
Mesmo.
Assim tão perto,
Perto demais.
Muito demais,
De perto.

AS COISAS

Presente de domingo...

AS COISAS
 
Jorge Luis Borges
 
 
A bengala, as moedas, o chaveiro,
A dócil fechadura, as tardias
Notas que não lerão os poucos dias
Que me restam, os naipes e o tabuleiro,
Um livro e em suas páginas a ofendida
Violeta, monumento de uma tarde,
De certo inesquecível e já esquecida,
O rubro espelho ocidental em que arde
Uma ilusória aurora. Quantas coisas,
Limas, umbrais, atlas e taças, cravos,
Nos servem como tácitos escravos,
Cegas e estranhamente sigilosas!
Durarão muito além de nosso olvido:
E nunca saberão que havemos ido.

Tradução: Ferreira Gullar

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"Eu aprendi com a primavera a me deixar cortar e voltar sempre inteira".
Cecília Meireles
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

De volta ao batente

Depois de ficar sem tesão de escrever por longos três meses, aviso aos navegantes que voltei pro mar. Com esse meu jeito falador não dá pra ficar calado no meio de uma conjuntura como essa. Só vou escrever aqui. Não quero mais a obrigação de escrever pra outros sites. Se outros sites quiserem publicar o que publico aqui, estão autorizados.

Aqui você vai encontrar informação e conteúdo. Essa é a meta. Coisas minhas e dos meus amigos. Aos inimigos - se tiver - o direito de resposta. 

Livre Pensar implica em assegurar o contraditório. A dúvida será uma eterna dívida. A verdade é só o que nos move. Encontrá-la cabe a cada um de nós. Mas escrever, sobreviver, navegar, é preciso.

Como diz Millôr Fernandes: Livre Pensar é só pensar.

Um abraço,
Ivaldo Gomes

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Livre Pensar sem moderação

Gostaria de conunicar aos possíveis leitores, que esse blog levantou a moderação que foi imposta durante a campanha eleitoral.

Durante o período eleitoral aconteceram fatos que impuseram aos meios de comunicação alternativos, tipo blogs e sites, uma suspensão das postagens de qualquer cidadão nesses endereços. Essa medida - que nada faz avançar a democracia - terminou por censurar muita gente. Mas também livrou os responsáveis por esses blogs e sites de arcar com processos na Justiça Eleitoral.

Mas graças ao calendário dos dias, a eleição passou. Podemos voltar a normalidade das coisas. Mesmo achando que a liberdade de expressão é um direito humano. E logo, tudo que cercei esse direito, é arbitrário.

Mas a gente também sabe que liberdade não é uma coisa que se pede licença. Exercíta-se. Só acreditamos no diálogo. E diálogo, presupõe sinceridade.

Um abraço sincero,
Ivaldo Gomes