terça-feira, 25 de setembro de 2012

Por que o voto nulo incomoda?





                                   Ivaldo Gomes


O voto nulo incomoda por ser um voto de protesto. Um voto onde o cidadão deixa claro para todas as autoridades constituídas que não está nada satisfeito com o andamento do processo de representação dos parlamentos e dos dirigentes governamentais. É um voto de desaprovação pública da forma como esses parlamentares e esses governantes estão a fazer uso da nossa legitimação através da manifestação do voto do cidadão. Ou seja, existe uma ampla e significativa parcela da população que está desencantada com esse quadro que a realidade apresenta.

O voto nulo incomoda por ser também um voto de deslegitimação do processo das eleições. Quanto maior for o número de votos nulos, maior a deslegitimação dos eleitos. De que adianta ganhar uma eleição sem possuir a legitimidade necessária para exercer o poder de mando? Logo, as autoridades competentes precisam se esforçar mais para fazer valer o princípio da democracia que determina que o interesse do povo é o significado e propósito do exercício dos cargos em seu nome.

O voto nulo demonstra publicamente que parcela significativa da comunidade cansou de promessas e quer de fato que as propostas que são apresentadas durante as campanhas eleitorais não passem de mentiras e falsas promessas. Pois tão logo eleitos, as promessas passam a fazer parte de um passado que o povo, o cidadão, não quer esquecer. Não deve esquecer e com certeza nas próximas eleições ampliará o voto nulo como protesto.

O voto nulo afirma também a necessidade de abrimos uma ampla discussão na sociedade sobre aspectos que o cidadão entende como incoerente. O voto obrigatório é uma delas. Pois o direito de votar deve se restringir a garantir o direito ao voto e não a uma obrigação. A liberdade de querer votar ou não deve ser um decisão de foro íntimo de cada cidadão. Como também devemos questionar a condição de invalibilidade do voto nulo. Pois é uma decisão legítima do eleitor e deveria estar sendo respeitada. Logo, o voto nulo deve ser considerado válido.

Por fim, o voto nulo sugere uma discussão sobre o modo de democracia que queremos exercer. Se de forma representativa como é hoje ou de forma direta como defendemos. Na Constituição Federal, em seu 1º artigo está dito: “A democracia será exercida através de representantes, devidamente eleitos ou diretamente pelo cidadão”. Ora, se podemos exercer a democracia de forma direta, por que não ampliar a discussão em torno desse tema? Na prática estaremos ampliando o exercício da democracia e avançando no seu aprimoramento. E é por todas essas questões aqui levantadas que o voto nulo incomoda.

domingo, 16 de setembro de 2012

#DeslegitimeVoteNulo



                                             Ivaldo Gomes




     O advogado Marcos Pires, que escreve aos domingos no Jornal Correio da Paraíba, em seu artigo de hoje (16/09/2012) só faltou dizer que o voto nulo não serve para nada. Data vênia, faltou dizer que o voto nulo é o único voto realmente de protesto. Pois até o voto em branco é uma opção que lhe determinam. O artigo do competente advogado esqueceu de enfatizar que o voto nulo DESLEGITIMA, tira a legitimidade dos eleitos. E dependendo da quantidade pode até desmoralizá-los. O grande medo dos poderosos de plantão é que o voto nulo se torne uma onda que varra o Barsil da cabo a rabo. É preciso que se diga que o voto nulo tem sido a única forma do eleitor de voto obrigatório e tendo que escolher um candidato que você, infelizmente, vai ter que colocar numa escala de menos ruim. Ora, por que nós temos que escolher de forma obrigatória um candidato menos ruim pra nos governar ou mesmo nos representar? Isso não tem sentido. É até um ato de irresponsabilidade.

     Gosto muito de Marcos Pires mas acho que ele se equivocou no objetivo do seu artigo. Se ele queria dizer que o voto nulo não serve de nada não o disse. Pois o voto nulo concretamente serve para deixar claro que milhares de cidadãos/contribuintes - milhões no Brasil - romperam com a lógica do que está ai estabelecido. Da forma de como está estabelecido e não necessariamente tem que continuar assim. Discordamos e queremos fazer uma outra discussão. Queremos com nosso protesto de forma organizada (outra diferença do voto nulo), deixar claro que não aceitamos mais essas regras e que exigimos mudanças. E não é qualquer mudança, qualquer remendo, arremedo ou enganação. Queremos que a população, o cidadão/contribuinte, que legitima com seu voto e paga todas as contas com seu imposto, diga claro, alto e bom som, como quer as coisas organizadas e quais as prioridades a ser encaminhadas por aqui.

     Aos críticos do voto nulo é sempre bom deixar claro essas coisas para que não se confunda, protesto cidadão - com causa e consequências - com atitudes do tipo: simplesmente não ir votar. Pois agindo assim, a sua atitude cai no vazio das abstenções, das ausências que podem acontecer por diversos motivos. Desde um pé quebrado, uma viagem de negócios, como simplesmente omissão. No caso do voto nulo, de protesto, consciente, assumindo uma postura política, crítica, radical, onde fazemos questão de ir as urnas e deixar registrado nosso protesto. Então não é saudável confundir o voto nulo, com a simples constatação legal de que ele é considerado inválido. Pode ser considerado inválido pelo TSE, mais válido como protesto cidadão. Inválido mesmo tem sido uma legislação eleitoral que quer tapar o sol com a peneira. Querendo enganar a população dizendo que as atuais eleições são democráticas. Posso passar o dia aqui enumerando situação, vícios, que tiram toda e qualquer possibilidade do exercício da democracia em toda sua plenitude.

     Nós que votamos nulo acreditamos que é chegada a hora de rediscutirmos muita coisa por aqui. E a principal delas é a migração da democracia representativa para a democracia direta. Onde a população decide, no voto, na consulta popular, no plebiscito, quais as prioridades que têm que ser colocadas em prática, por quem, como e com que objetivo. Podemos melhorar, fazer evoluir o legislativo brasileiro, exercido diretamente pelo povo. Sem mais representação, atravessadores da cidadania alheia. O mundo mudou! A internet oportuniza o diálogo e a consultada coletiva. Temos que acreditar que podemos mais. Que temos capacidade para nos auto gerenciar. Basta investimos massiçamente em educação, reeducação em todos os sentidos, partindo para o exercício sincero de ouvir e decidir com todos. Ou com a grande maioria esmagadora do povo. Meios existem, mas falta ainda a nossa vontade política de ousar acreditar que somos capazes. O seu medo lhe garante sua falta de liberdade.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Entenda historicamente a posição anarquista do voto nulo




Esses vídeos em forma de áudio, são fundamentais para que você entenda históricamente, o que significa a posição anarquista do voto nulo como protesto do cidadão.

Áudio 1 - https://www.youtube.com/watch?v=Stywl-vpI2Y&feature=player_embedded

Áudio 2 - https://www.youtube.com/watch?v=C3Q9rexQb1E&feature=relmfu

Áudio 3 - https://www.youtube.com/watch?v=YXvIOcik-Gk&feature=relmfu

Áudio 4 - https://www.youtube.com/watch?v=arS3bBNZu0E&feature=relmfu



Principais teóricos e práticos do anarquismo internacional e brasileiro: 

01 - Pierre Joseph Proudhon  http://pt.wikipedia.org/wiki/Pierre-Joseph_Proudhon

02 - Mikhail Bakunin - http://pt.wikipedia.org/wiki/Mikhail_Bakunin

03 - Anarquistas brasileiros. http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_anarquistas_do_Brasil


Se você não lê, não ouve, não estuda, não compreende. Impossível mudar alguma coisa sem entendê-la. O ato de mudar, prescindo do ato de compreender de forma crítica o que se quer mudar.


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Esses textos circulam na internet e tem causado o maior reboliço. Veja porque.




Voto Nulo anula a eleição? Não! Infelizmente essa informação está errada. Os votos nulos, como os votos em branco, são considerados votos inválidos. O porquê disso só o TSE/TRE pode explicar. Já que justificar fica muito difícil. Mas o voto nulo, é um voto de protesto. De quem não concorda com isso que está ai. Com essa forma de fazer política, usando o erário público como se fosse privado. Sem controle nenhum sobre os eleitos por parte dos eleitores. Como se já não bastasse a gente pagar 85 tipos de impostos para pagar toda essa corrupção, ainda temos que votar de forma obrigatória. #DeslegitimeVoteNulo
É sempre bom perguntar pra quem está dando certo. Essa é uma boa pergunta. Não temos obrigação de legitimar seu ninguém, sem as reais garantias de que as promessas podem e devem ser cumpridas. Nunca foram! Como não temos isso e nenhum controle sobre isso, votaremos nulo até essa situação mudar. Não será apenas e nessa eleição. Essa é uma postura que tende se aprofundar por eleições seguintes até mudar. Porque vai mudar. Porque cada dia mais as pessoas compreendem que só somos chamados para legitimar candidatos, de forma obrigatória com seu voto, em gente que foi escolhido por outros e que nem tão pouco temos nenhum controle sobre eles. Além do mias, ainda temos que pagar toda a conta como contribuinte, em impostos sempre crescentes e ter que ficar calado? Olha, cansamos disso viu! Respeitamos a opinião de vocês, apóiem quem vocês quiserem e esperamos que vocês respeitem a decisão da gente. Está criado o cisma com o sistema de 'democracia representativa'. Vamos aprofundar a discussão e avisamos que defendemos a democracia direta. Vamos lutar por ela. Na base da conscientização da população, sobre os seus reais direitos por aqui e na tomada de posições. De forma pacífica, mas veemente. Sem deixar dúvidas. Portanto: Vote Nulo! Não eleja ninguém!
As mudanças devem ser precipitadas. Chega de ficarmos legitimando isso que está ai. Pode até se elegerem, mas com as urnas entulhadas de votos nulos, qual vai ser mesmo a representatividade? Queremos mudanças EFETIVAS sobre isso que está ai. Pra gente não é mais uma questão de ter ou não ter pessoas decentes para serem eleitas. A questão é como obrigá-las, depois de eleitas, a fazerem o que sempre prometem nos palanques, programas e discursos. Mas tão logo assumem os cargos, transformam-se nesses meliantes que estão ai. Exemplos? Estamos decididos a nos confrontar com isso que está ai meu amigo. É a vida.
A discussão do voto nulo pode gerar uma compreensão diferente do porque votar nessas condições de voto obrigatório e sem controle algum de quem a gente elege. Queremos, exigimos, mudanças e não acreditamos mais que quem for eleito, nessas condições atuais, possa fazê-las. Por melhor que estejam intencionadas. Eu já vi isso de perto, por dentro, apoiando candidatos que depois se corromperam. E o pior, foram todos. A questão pra mim não é que não existe pessoas decentes, é que o sistema que está montado atingiu um grau de corrupção e de descompromisso que eu - nós que estamos fazendo a Campanha do Voto Nulo - não acreditamos mais. Sinto muito se perdemos a fé nisso que está ai. Mas respeito quem pensa que ainda pode salvar esse processo. Eu não acredito mais. Nessas condições em que está não. #DeslegitimeVoteNulo
Se você confia no sistema que está ai, vote nele. Nós deixamos de confiar. Acreditamos que podemos organizar coisa melhor que isso que está ai e de forma direta. Podemos, nós mesmo, escolher os projetos da sociedade. De forma direta. Não precisamos dessas instituições que não temos um mínimo controle sobre elas. Agora, durante as eleições, porque precisam ser eleitos pra continuarem nos cargos e fazendo o que sempre se fez: tirar proveito do erário público (digam que é mentira!) eles prometem o céu e a terra. Mas basta sair a totalização dos votos que esses 'zé ninguem' viram autoridades e começa a patifaria de se tirar proveito do erário público que deveria ser pra organizar a educação, a saúde e a nossa segurança, por exemplo. Como cidadão, e olha que conheço vários outros com o mesmo pensamento, cansamos de ficar bancando esse jogo sem controle nenhum. Não queremos mais participar disso. Se você quer continue. É um direito seu ser iludido por isso que está ai. Nós, que fazemos o Comitê de Apoio ao Voto Nulo na Paraíba cansamos disso e não vamos mais legitimar seu ninguém com nosso voto. É simples assim.
Vote em quem você acredita. Se você ainda confia nesse processo que está ai, vá em frente. A gente não. Nós cansamos desse joguinho de faz de conta que estamos fazendo política. Agora mesmo eu estava ouvindo aqui na rua um carro chamando os eleitores para ir as ruas apoiá-los hoje a noite aqui nos Bancários. Ridículo o apelo. Não diz nada com nada. Só musiquinhas chamando os otários pra ir fazer platéia pra meia dúzia de espertos. Esses sim, depois de eleitos, é que vão se dar bem com as mamatas, os acordos espúrios e o balcão de negócio em que se transformou a casa do povo. Se é que foi algum dia do povo. Hoje só se ilude hoje quem quer ou quem está dependente desse sistema que está em exaustão. Pois não sobrevive a uma simples análise de lógica, de princípios, de ética. Mas essas coisas não tem mais importância hoje em dia. Que dirá ideologia. O importante é ganhar a eleição. O feio é perder. Logo se faz tudo e mais um pouco para se continuar com as tetas do governo na boca. Passem bem. Aqui em casa não tem voto pra seu ninguém e espero que em muitas outras casas por esse país a fora também não tenha mais.
Você contrataria uma empresa que não lhe desse a garantia de entrega do serviço que você está contratando? Ou melhor, você pediria uma pizza, pagando adiantado, sem a certeza de que ela seria entregue? Ou ainda, você passaria um cheque em branco para uma pessoa trocá-lo sem garantia nenhuma? Se você responder que não, então como você vota num candidato sem nenhuma garantia de que ele vai cumprir com o prometido? Pois é, é o mesmo dilema que enfrentamos com uma eleição sem controle nenhum sobre os eleitos. Eu até acho que existe pessoas decentes sendo candidatas. Mas como obrigá-lo a cumprir o combinado? Hoje não existe. Então vamos pro protesto: Vote Nulo, não legitime mais isso que está ai.
Deixem a gente votar nulo! Será que nem pra isso essa liberdade que dizem que a gente tem não vale? Vocês deviam gastar esse tempo de vocês, tentando convencer a gente em votar nesses candidatos a corruptos que estão ai, mostrando claramente como é que a gente controla quem a gente elege. Como não podem fazer isso, ficam aqui nos pedindo o impossível. Votamos nulo por convicção de que isso que está ai só vai se degradar até o dia que criarem coragem pra mudar as coisas por aqui. O problema é o comodismo da maioria dos brasileiros, a sua ignorância e claro, os vendidos ao sistema. Os que tiram proveito de tudo isso com cargos e benesses. Vamos continuar a nossa campanha e vamos votar nulo nessa e nas próximas eleições. Se estão incomodados com nossa campanha é porque está funcionando. http://candidatoninguem.blogspot.com.br/

Votar nulo parece incomodar um bocado não é? Por que será? Eu sei porque. E vocês sabem? Eu voto nulo por convicção. De que os votos dados a qualquer pessoa, sem o menor controle dos eleitos por parte de quem os elege, só vai dá em mais corrupção. Exemplos? Não se iluda com isso que está ai, exija mudanças. Dessas que são lógicas e que não são calcadas em esperanças vãs. Do tipo de promessas de que 'se eu me eleger'.... Já vimos esse filme. Morremos no fim. Vote Nulo, não legitime mais esse joguinho de cartas marcadas.
https://www.facebook.com/groups/351279328263819/

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Caixa Baixa e Ivaldo Gomes ilustram Parede Poética no Centro de João Pessoa

Caixa Baixa e Ivaldo Gomes ilustram Parede Poética no Centro de João Pessoa

Entre os dias 3 e 28 de setembro estará exposta na Biblioteca do Estado a Parede Poética contendo obras recentes produzidas pelo Grupo Caixa Baixa. Já na Estação Ferroviária de João Pessoa entre os dias 06 e 28 de setembro estará exposta a Parede Poética do blogueiro e poeta Ivaldo Gomes. Os dois espaços abertos à divers

ificada movimentação cultural ficam localizados no centro de João Pessoa, ou seja: bairro do Varadouro (poemas de Ivaldo Gomes) e Avenida General Osório (mostra representativa do Caixa Baixa).

O Projeto Parede Poética é promovido pelo Sesc – Serviço Social do Comércio em banners que medem 1,80 m X 1,20 m e recebem intervenções visuais, a exemplo da curadoria visual feita por João Faissal na Parede intitulada “Só Somente”, de Ivaldo Gomes, e Dinho Araújo, ilustrando a Parede do Grupo Caixa Baixa.

Vale registrar que a visitação estará aberta ao público interessado nos turnos da manhã e tarde, tanto na CBTU quanto na Biblioteca Pública ligada ao governo estadual.

A Parede Poética do Sesc já ocupou espaços como a Estação Ciência Cabo Branco, Fundação Espaço Cultural, Lyceu Paraibano e Biblioteca Central da UFPB.

Ficha Técnica da Parede Poética de Ivaldo Gomes:

Presidente: Marconi Medeiros de Souza
Diretoria Regional: Mônica Alves Barros Ribeiro
Diretora de Programas Sociais: Eliane Maria Bandeira Coutinho
Gerente do Sesc Centro João Pessoa: Luiz Carlos Cavalcanti Silva
Coordenador de Cultura: Francisco Noronha
Artistas/ Ilustradores: Osi Nascimento, Thiago Mendes, Verdeee, João Faissal, Daniel Vicent, Thiago Trapo e Matheus Miguel.

Ficha Técnica da Parede Poética do Grupo Caixa Baixa:

Presidente: Marconi Medeiros de Souza
Diretoria Regional: Mônica Alves Barros Ribeiro
Diretora Administrativa e Financeira: Maria da Conceição Brito Chaves
Diretora de Programas Sociais: Eliane Maria Bandeira Coutinho
Diretora de Planejamento e Orçamento: Cláudia Germana Leal de Medeiros
Gerente do Sesc Centro João Pessoa: Luiz Carlos Cavalcanti Silva
Coordenador de Cultura: Francisco Noronha
Curadoria: Suzy Lopes
Design Gráfico: Dinho Araújo


Endereços – Locais de visitação:

A Biblioteca Pública do Estado encontra-se localizada à Avenida General Osório, Centro, João Pessoa.
Telefone: (83) 3218-4195

A CBTU (Estação Ferroviária) fica localizada à Praça Napoleão Laureano, Varadouro, João Pessoa.
Telefone: (83) 3241-424


O Sesc Centro João Pessoa fica localizado
à Rua Desembargador Souto Maior, 281, Centro.
Telefone: (83) 3208-3158

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Papo que anda rolando sobre Voto Nulo e a maré de protesto que asola o país.

 

Fernando, Marcos, Sonia, Lisieux, Tito, Pedro, João, Heriberto, May, Rosa, Maria, Fábio, Marcos, Antonio, Denize, Gerusa, Marcia, Mercia, Reginaldo, Junior, Lauro, Chico, Dida, Romero, Helder, Marcio, Felix, Peter e demais da discussão. 

Estamos, cada um ao seu modo, desencantados com esse quadro político que ai está. Não é pra menos. Basta olhar todo o esforço que fizemos pela redemocratização do país, com o enfrentamento e todas suas circusntâncias, com perseguição, tortura, mortes, etc. etc, e ver que toda nossa luta deu nesse mar de lama, que onde você mexe, seja no executivo, legislativo e/ou judiciário, o que vemos é corrupção. Ai depois de tudo isso, ainda querem nos convencer que votando de forma obrigatória, em candidatos impostos por pseudos partidos políticos, que fazem da política um emporcalhamento público, onde a virtude hoje é ser 'menos corrupto'. Ou, 'roubo, mais faço'. Olha, eu cansei disso! 

Sinto-me responsável por ter ajudado, lutado, brigado, pra que hoje só possamos votar de forma obrigatória e sem NENHUMA garantia de que teremos o MÍNIMO controle sobre quem a gente elege ou sobre as promessas dele. Se já pagar 85 tipos de impostos e taxas, de forma obrigatória e muitas das vezes compulsória, pagando assim o pouco que se faz com o dinheiro público pra servir ao público e muito que se rouba dele, ainda querem que eu vote, pra continuar legitimando tudo isso que está ai. Olhe, eu posso até ser 'benevolente, bonzinho, simpático, sincero', mas ainda não consegui ser idiota. Tem horas que até me esforço pra ser idiota, besta, otário, mané. Aceitar calado. Mas tem um lado meu que não aceita ficar calado. Ai meus amigos - colegas de bate papo - de troca de idéias e compreensões sobre esse cenário que está ai. 

Sendo sincero, tenho o 'mal' costume de dizer o que penso e meu sangue não compactua com hipocrisia. Dessas que a gente as vezes é obrigado a conviver, por uma questão de 'deseducação'. Mas, infelizmente ou felizmente, não sei ainda, mas meu EU não aceita isso calado e não vou mais compactuar com isso que está ai. Aliás, já não o faço desde a última eleição de prefeito em João Pessoa. O último voto que me dei o direito de acreditar e achar que ia-mos mudas as práticas políticas por aqui, foi com o Lula e depois com Ricardo Coutinho. Nesse, já não votei na sua reeleição para prefeito. Votei nulo. Votei nulo de novo pra Presidente da República. E confesso, que descobri que Dilma, apesar de seguir a mesma cartilha sócio-liberal de Lula/Fernando Henrique, tem conseguido ser menos ruim que Lula. O que não resolve, mas faz caminhar a história. E a história hoje, é que o cidadão precisa trazer de volta - se é que já teve de fato algum dia - o seu PODER de MANDO. Pois se somos NÓS que elegemos/legitimamos as pessoas com NOSSO voto e se somos NÓS que pagamos todas as contas com NOSSO imposto. Então - sem possibilidade de termos de negociação - quem manda aqui somos NÓS. Logo, temos mesmo que dizer como QUEREMOS as coisas funcionando por aqui. É simples assim. Acredite. Precisamos discutir o exercício da democracia direta. Chega de representação.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Nenhum e nem Ninguém



Esse artigo foi feito em julho de 2010. Mas está tão atual que resolvi redistribui-lo.







Nenhum e nem Ninguém


                              
                              
           Ivaldo Gomes


Preferencialmente optei por Ninguém. O acho um candidato mais consistente. Se bem que Nenhum é um excelente candidato a vice. Nenhum e Ninguém representam hoje algo em torno de 15% das intenções dos votos nas pesquisas eleitorais. Na Paraíba isso representa trezentos e cinqüenta mil votos nulos. Um coeficiente que merece reflexão e respeito. Afinal de contas são trezentos e cinqüenta mil cidadãos que optam em votar nulo. Logo seus candidatos, Nenhum e Ninguém merecem ouvidos. O danado é que quem vota nulo não quer nem explicar seus motivos. O que não é o meu caso.

Já que estamos em campanha eleitoral - onde os mesmos de sempre - estão cantando aquele velho e surrado marketing político tão famoso na década de sessenta: ‘eu te darei o céu meu bem e o meu amor também’. E nos parece que pelo andar da carruagem não anima a platéia como antes. Agora só em troca de muito dinheiro é que se vota nesse passado, repaginado com maquiagem, fotoshop e outros truques para que pareça que vamos mesmo ter o paraíso depois de janeiro de 2011. De tanto ouvir mentiras optei em votar em Ninguém - seguindo uma tendência nacional - que acha que sem controle efetivo dos eleitos não tem pacto de representatividade que se sustente. Responda rápido: por que votar em alguém se não se tem o menor controle sobre ele?

Daí que acho que tanto Nenhum quanto Ninguém são de fato os melhores candidatos para enfrentar esse jogo de cartas marcadas que está ai. Onde o voto que deveria ser um direito, passa a ser exercido como obrigação e que logo se transforma mesmo em um dever. E por mais explicações que queiram dar, com campanhas institucionais, dizendo da responsabilidade dos eleitos, e nunca como controlá-los, temos o sagrado direito de também não aceitar isso dessa maneira.

Têm duas coisas que precisam ser rediscutidas por aqui urgentemente - inclusive durante o processo de campanha eleitoral – que são o controle efetivo dos eleitos pelos eleitores e como é feita mesmo a aplicação de forma justa e transparente dos nossos impostos. Ah, os impostos! Os candidatos nunca falam sobre eles. Mas querem administrá-los e com eles nossas vidas, usando-os quase sempre na tentativa de manter-se no poder e fazer seu usufruto. Portanto, tanto Nenhum quanto Ninguém continua sendo excelentes candidatos para as próximas eleições. Daí tamanha aceitação de mais de 15% nas respostas as pesquisas eleitorais.

 Lembre-se, Nenhum e nem Ninguém não prometeram nada até aqui. E com certeza não lhe procurará para propor conchavos e compra de seu voto a troco de nada. Nem tão pouco vão aparecer na televisão mentindo descaradamente como esses que estão ai. Sabe por quê? Porque se esses candidatos que estão ai quisessem mesmo resolver alguma cosia por aqui já o teriam feito. Já se passou mais de trinta anos da redemocratização do país. Já houve tempo suficiente pra mudar as coisas por aqui não acham?

Então fiquemos assim ou as regras atuais são rediscutidas, ou uma grande parcela da comunidade - trezentos e cinqüenta mil só na Paraíba - vão continuar protestando por mudanças. Pois elas serão feitas mais cedo ou mais tarde. Só depende de um pouco mais de conscientização da população. Quando ela perceber que as regras colocadas hoje não dão a menor garantia de mudança efetiva, não legitimará mais esses candidatos como faz hoje. Ou você assinaria um contrato com alguém que não garantisse o serviço? Assinaria? Pois bem, então explique como se vota nessas pessoas sem ter a garantia que elas vão fazer o que a gente precisa de verdade?

É bom pensar nisso, pois do jeito que está não dá pra continuar. A não ser que você ache justo pagar uma conta sem participar do banquete. Ficar apenas com os encargos, já que os cargos e as mordomias vão ficar com essa meia dúzia de senhores e senhoras que se acham mais merecidos que todos nós. É uma atitude no mínimo impensada. Pois já passamos da hora de colocar essas questões na ordem do dia, nas agendas e discussões. Comecem a se perguntar quais são as garantias que nós temos, de que os eleitos vão fazer as mudanças que precisamos? Quais são essas garantias de verdade? Se não existe é melhor rever o seu voto. Sugiro Ninguém com Nenhum pra vice. Quem sabe as autoridades não aprendam a enxergar a falta de garantias que eles oferecem.