Fonte: Estevam Dedalus [estevam_dedalus@yahoo.com.br]
Estevam Dedalus
O método científico possui um ingrediente cético que pode ser bastante útil. Ele recomenda a suspensão de valores e a procura por provas cabais, livres de preconceitos, firmadas experimentalmente. Essa visão choca-se com o princípio de autoridade e crenças sustentadas pelos costumes. O conhecimento científico está associado ao reconhecimento, por especialistas de determinado campo, à apresentação de provas racionais e a um conjunto minucioso de processos empíricos. Apesar disso os cientistas não estão imunes a modismos intelectuais e ao respeito reverencial a companheiros ilustres – o que geralmente costuma produzir efeitos negativos sobre a criatividade.
Nem sempre quando nos deparamos com novas ideias estamos em condições de bem avaliá-las. O deslumbramento em seu aspecto negativo conduz à veneração servil, gerando indivíduos submissos à idolatria e suscetíveis à crença cega na autoridade. É causa de profundo fanatismo. Por outro lado, quando bem empregado, torna-se fonte de motivação e enlevamento. O astrônomo que pela primeira vez atine para a vastidão do universo e mire na possibilidade de existir outros seres vivos inteligentes, terá tais sentimentos. Quantas coisas desconhecidas parecem surpreendentes, encantam ou provocam medo quando observadas pela primeira vez? Muitas teorias e doutrinas que em épocas passadas foram consideradas verdades insofismáveis, obras cerzidas com o melhor elã de nossa civilização, posteriormente perderam a validade.
Na vida cotidiana, o ceticismo pode ajudar a nos proteger de trapaceiros, políticos demagogos e toda a sorte de pessoas mentirosas ou mal intencionadas; servir de antídoto contra superstições e preconceitos; diminuir a força na crença dogmática através do fortalecimento do diálogo racional. Fico imaginando que se o espírito cético contagiasse violentamente o leitor, ele acabaria colocando em xeque tudo o que foi dito até aqui. E que talvez duvidasse da própria capacidade de duvidar ou até mesmo de sua existência – estas últimas questões são demasiadamente filosóficas e desimportantes quando encaradas de um ponto de vista prático. Pessoas comuns considerariam isso um sinal de loucura.
Por essas e outras advogo o ceticismo moderado, que não impeça a ação. Evitamos assim cair numa cadeia infinita de dúvida que, se universalizada, paralisaria toda a sociedade. Caso contrário podemos supor um cenário caótico em que juízes, dominados pela incerteza, não desempenhariam adequadamente suas funções nos tribunais. Os médicos não operariam, devido à impossibilidade de escolha racional. Seria o fim do comércio. Prisões. Escolas. Fábricas. Arte, ciência e política. De qualquer vestígio de realidade. A completa paralisia, naturalmente, acarretaria em morte generalizada por inanição.
Evidente que tudo isso não passa de devaneios. Sendo assim, coloquemos de lado a imaginação e não nos esqueçamos de reconhecer o valor do ceticismo quando aplicado com sabedoria e moderação.
Sociólogo.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Tudo cinza
Ivaldo Gomes
O dia cinza,
A vida cinza,
A alma cinza,
Tudo cinza.
No inverno,
Tudo cinza.
Às vezes
Cinza claro,
Cinza escuro,
Mas cinza.
A política cinza,
O discurso cinza,
O diálogo cinza,
As promessas cinza,
As pessoas cinza,
A morte cinza,
Finados e cinzas.
O dia cinza,
A vida cinza,
A alma cinza,
Tudo cinza.
No inverno,
Tudo cinza.
Às vezes
Cinza claro,
Cinza escuro,
Mas cinza.
A política cinza,
O discurso cinza,
O diálogo cinza,
As promessas cinza,
As pessoas cinza,
A morte cinza,
Finados e cinzas.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Academia Brasileira de Literatura de Cordel na Paraíba.
Fonte: sergival@petrobras.com.br
No próximo dia 21 de agosto, a ABLC, Academia Brasileira de Literatura de Cordel, entidade cultural permanente, sediada no Rio de Janeiro, fundada em 1988, que abriga no seu quadro de Acadêmicos e Beneméritos, os mais ilustres e representativos escritores e admiradores desta genuína expressão literária da Língua Portuguesa, realizará sua Plenária de agosto na Capital Paraibana, no Teatro Paulo Pontes – Espaço Cultural, a partir das 16h.
Apoiada pelo dinamismo e revitalização que vem sendo implantados, a sua nova Diretoria, estabeleceu que a Plenária de agosto, que é um encontro mensal de avaliações e congraçamentos do seu quadro, será realizada na cidade João Pessoa, na Paraíba, por ser berço de expressivos e atuantes cordelistas e também para empossar os três novos Acadêmicos eleitos, que são os poetas, João Dantas, Beto Brito e José Walter Pires.
João Dantas – JOÃO CRISÓSTOMO MOREIRA DANTAS, nasceu em janeiro do ano de 1954, no município de Nova Palmeira, antigo distrito de Picuí, no estado da Paraíba. É ator, autor e diretor teatral, produtor musical e poeta popular, compositor e pesquisador do folclore nordestino, radialista filiado a Associação Campinense de Imprensa e Associação Paraibana de Imprensa. Atualmente ocupa o cargo de Vereador 2004/2008. JOÃO DANTAS é casado há 35 anos com a Srª. Janete Dantas, com quem tem cinco filhos e cinco netos.
Beto Brito – Rabequeiro-nordestino, cordelista-brasileiro, cresceu no meio das feiras livres no interior do Piauí, Santo Antonio de Lisboa, cidade onde nasceu – ano de 1962 e viveu até o início de sua adolescência. Aos doze anos mudou-se para Picos, onde continuou sua vida de vendedor ambulante na feira do Mercado Central. Neste período teve a oportunidade de conviver com violeiros, cegos, repentista, mágicos, trapaceiros, romeiros, ciganos, malandros, coquistas, emboladores e vendedores ambulantes daquela região. Com dezessete anos resolveu buscar os sonhos da música e da literatura, deixou a cidade de Picos e foi morar em Fortaleza, Recife, São Luis, Teresina e, por fim a Paraíba. Encostou e fez morada neste último estado, onde reside e desenvolve sua arte.
José Walter Pires – Baiano de Ituaçú e atualmente residente de Brumado no sudeste da Bahia. Sociólogo, Advogado, Educador e Poeta. Atuante e participativo membro das atividades socioculturais do seu estado. Um produtor e escritor incansável de livretos de Literatura de Cordel. Com diversos títulos publicas, sobre temas diversos, incluindo o folclore, fatos cotidianos, históricos, políticos, ambientais, governamentais, educativos, sendo estes o seu principal foco. Acaba de publicar em Literatura de cordel, “A história da Ordem dos Advogados de Brasil”.
Esta Plenária contará com as presenças do Presidente e do Diretor Cultural da Instituição, Poetas Gonçalo Ferreira da Silva e Chico Salles respectivamente, alem dos demais membros da ABLC, notadamente os Acadêmicos residentes no Nordeste: Crispiniano Neto, Klévisson Viana, Sávio Pinheiro, Arievaldo Viana, Manoel Monteiro, Bule Bule, José Maria de Fortaleza, João Firmino Cabral e Pedro Costa. Estarão presentes, também à comitiva com Acadêmicos do Rio de janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Destacando-se aí os Poetas: Mestre Azulão, Moreira de Acopiara, Sergival Silva, Cícero Pedro de Assis, Antonio Araújo Campinense, Ivamberto Albuquerque Oliveira, João Batista de Melo, Maria Rosário Pinto, Fernando Silva Assumpção e Olegário Alfredo.
Nesta plenária serão homenageados com a Medalha Comemorativa de 22 anos da ABLC, estes gigantes personagens da Cultura Popular Nordestina, os ilustres paraibanos José Neumanne Pinto, Oliveira de Panelas, Os Nonatos, Chico César, Moraes Moreira, Vital Farias e Bráulio Tavares.
A expectativa da Direção da ABLC, para esta segunda Plenária anual a se realizar fora da sua sede no Rio de Janeiro, é de total sucesso, devido à experiência da Plenária de 2009, realizada em Fortaleza - CE. Pretende-se também, tornar parte das suas Plenárias anuais, itinerante realizando-as de maneira rotativa em outros estados, notadamente nos estados que tenham parte do seu quadro Acadêmico residente.
O evento será realizado para o Corpo Acadêmico presente e seus convidados. Será também aberto ao público, que receberá senha 30 min antes do início da Plenária, pois o auditório do Teatro Santo Rosa, dispõe de 420 lugares. ENTRADA FRANCA.
“NESTE ANO ESTAMOS TRABALHANDO PARA TORNAR A LITERATURA DE CORDEL TOMBADA PELO IPHAN, COMO PATRIMÔNIO E BEM IMATERIAL DO POVO BRASILEIRO”.
http://www.ablc.com.br/
No próximo dia 21 de agosto, a ABLC, Academia Brasileira de Literatura de Cordel, entidade cultural permanente, sediada no Rio de Janeiro, fundada em 1988, que abriga no seu quadro de Acadêmicos e Beneméritos, os mais ilustres e representativos escritores e admiradores desta genuína expressão literária da Língua Portuguesa, realizará sua Plenária de agosto na Capital Paraibana, no Teatro Paulo Pontes – Espaço Cultural, a partir das 16h.
Apoiada pelo dinamismo e revitalização que vem sendo implantados, a sua nova Diretoria, estabeleceu que a Plenária de agosto, que é um encontro mensal de avaliações e congraçamentos do seu quadro, será realizada na cidade João Pessoa, na Paraíba, por ser berço de expressivos e atuantes cordelistas e também para empossar os três novos Acadêmicos eleitos, que são os poetas, João Dantas, Beto Brito e José Walter Pires.
João Dantas – JOÃO CRISÓSTOMO MOREIRA DANTAS, nasceu em janeiro do ano de 1954, no município de Nova Palmeira, antigo distrito de Picuí, no estado da Paraíba. É ator, autor e diretor teatral, produtor musical e poeta popular, compositor e pesquisador do folclore nordestino, radialista filiado a Associação Campinense de Imprensa e Associação Paraibana de Imprensa. Atualmente ocupa o cargo de Vereador 2004/2008. JOÃO DANTAS é casado há 35 anos com a Srª. Janete Dantas, com quem tem cinco filhos e cinco netos.
Beto Brito – Rabequeiro-nordestino, cordelista-brasileiro, cresceu no meio das feiras livres no interior do Piauí, Santo Antonio de Lisboa, cidade onde nasceu – ano de 1962 e viveu até o início de sua adolescência. Aos doze anos mudou-se para Picos, onde continuou sua vida de vendedor ambulante na feira do Mercado Central. Neste período teve a oportunidade de conviver com violeiros, cegos, repentista, mágicos, trapaceiros, romeiros, ciganos, malandros, coquistas, emboladores e vendedores ambulantes daquela região. Com dezessete anos resolveu buscar os sonhos da música e da literatura, deixou a cidade de Picos e foi morar em Fortaleza, Recife, São Luis, Teresina e, por fim a Paraíba. Encostou e fez morada neste último estado, onde reside e desenvolve sua arte.
José Walter Pires – Baiano de Ituaçú e atualmente residente de Brumado no sudeste da Bahia. Sociólogo, Advogado, Educador e Poeta. Atuante e participativo membro das atividades socioculturais do seu estado. Um produtor e escritor incansável de livretos de Literatura de Cordel. Com diversos títulos publicas, sobre temas diversos, incluindo o folclore, fatos cotidianos, históricos, políticos, ambientais, governamentais, educativos, sendo estes o seu principal foco. Acaba de publicar em Literatura de cordel, “A história da Ordem dos Advogados de Brasil”.
Esta Plenária contará com as presenças do Presidente e do Diretor Cultural da Instituição, Poetas Gonçalo Ferreira da Silva e Chico Salles respectivamente, alem dos demais membros da ABLC, notadamente os Acadêmicos residentes no Nordeste: Crispiniano Neto, Klévisson Viana, Sávio Pinheiro, Arievaldo Viana, Manoel Monteiro, Bule Bule, José Maria de Fortaleza, João Firmino Cabral e Pedro Costa. Estarão presentes, também à comitiva com Acadêmicos do Rio de janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Destacando-se aí os Poetas: Mestre Azulão, Moreira de Acopiara, Sergival Silva, Cícero Pedro de Assis, Antonio Araújo Campinense, Ivamberto Albuquerque Oliveira, João Batista de Melo, Maria Rosário Pinto, Fernando Silva Assumpção e Olegário Alfredo.
Nesta plenária serão homenageados com a Medalha Comemorativa de 22 anos da ABLC, estes gigantes personagens da Cultura Popular Nordestina, os ilustres paraibanos José Neumanne Pinto, Oliveira de Panelas, Os Nonatos, Chico César, Moraes Moreira, Vital Farias e Bráulio Tavares.
A expectativa da Direção da ABLC, para esta segunda Plenária anual a se realizar fora da sua sede no Rio de Janeiro, é de total sucesso, devido à experiência da Plenária de 2009, realizada em Fortaleza - CE. Pretende-se também, tornar parte das suas Plenárias anuais, itinerante realizando-as de maneira rotativa em outros estados, notadamente nos estados que tenham parte do seu quadro Acadêmico residente.
O evento será realizado para o Corpo Acadêmico presente e seus convidados. Será também aberto ao público, que receberá senha 30 min antes do início da Plenária, pois o auditório do Teatro Santo Rosa, dispõe de 420 lugares. ENTRADA FRANCA.
“NESTE ANO ESTAMOS TRABALHANDO PARA TORNAR A LITERATURA DE CORDEL TOMBADA PELO IPHAN, COMO PATRIMÔNIO E BEM IMATERIAL DO POVO BRASILEIRO”.
http://www.ablc.com.br/
Cansei de ficar atrás
Ivaldo Gomes
Cansei de ver a Paraíba na rabeira do desenvolvimento brasileiro. Cansei, cansei e cansei de ler, de interpretar, de tentar entender, o que seja mesmo ‘esses índices’ que diz sempre que nós ficamos ali, onde ninguém quer ficar, ao relento, jogado fora do jogo, no banco de reserva sem possibilidades de ser titular um dia. Cansei desse discurso de que aqui a gente não é capaz de resolver o nosso analfabetismo, a nossa falta de educação, a nossa falta de progresso. Também pudera, com tanta gente torcendo e fazendo contra queria o quê?
Os governos dos últimos trinta anos – meu deus do céu – mas não dar pra aceitar calado. Não da forma que foi feito (ou não foi feito) isso é o que importa. Pois o Estado da Paraíba continua a amargar um subdesenvolvimento que já foi por demais decantadas suas soluções, por tanta gente decente como Celso Furtado, Adalberto Barreto e Ronald Queiroz. Não vou tomar seu tempo em justificar esse atraso. Atraso sim, pois se tivéssemos feito o que deveríamos na época adequada tudo isso que está ai não estaria assim. E não estaria se tivéssemos tomados outros caminhos, destinos, que não foram os que deveriam ter sido.
Não é uma questão de achar culpados por nosso atraso. É uma questão de tentar entender o porquê que ficamos assim. Pois podíamos ter tido outras prioridades, além daquelas em que a elite se fez de ‘merecedora’ da riqueza de todos. Não acho justo. É uma questão de ética, de cultura e de filosofia. De política já não digo tanto, pois ultimamente ela não tem sido merecedora de reconhecimento, pra não chamá-la de vendida a quem lhe possa pagar melhor. Não gosto da política sendo exercitada nesse nível. Acho pouco compatível com o seu real significado. Política é coisa séria. Muito séria. Sem que tenha necessariamente que ser chata. A política é arte do bem viver de todos.
E é esse 'todo' que sinto falta nas propostas eleitoreiras de sempre. O ‘todos’ deles parece mais com um guarda sol, onde só eles se protegem de chuvas e trovoadas. Mas a gente tem que vivê-las. Não acho justo. E justifico dizendo que os nossos impostos, são mais do que suficientes para mudar esse estado de coisas. Já não falo no Estado em seu sentido lato, estático, de poder. Falo do estado de espírito que todos nós temos que nos irmanar, para que enfim, até por um processo de educação, temos que terminar por aceitar um modo de vida mais coletivo. Onde o bem estar social, a verdadeira política, vai gerar as políticas públicas que atenderá de fato o público e nunca, e nem sempre, o privado.
Cansei de ver a Paraíba na rabeira do desenvolvimento brasileiro. Cansei, cansei e cansei de ler, de interpretar, de tentar entender, o que seja mesmo ‘esses índices’ que diz sempre que nós ficamos ali, onde ninguém quer ficar, ao relento, jogado fora do jogo, no banco de reserva sem possibilidades de ser titular um dia. Cansei desse discurso de que aqui a gente não é capaz de resolver o nosso analfabetismo, a nossa falta de educação, a nossa falta de progresso. Também pudera, com tanta gente torcendo e fazendo contra queria o quê?
Os governos dos últimos trinta anos – meu deus do céu – mas não dar pra aceitar calado. Não da forma que foi feito (ou não foi feito) isso é o que importa. Pois o Estado da Paraíba continua a amargar um subdesenvolvimento que já foi por demais decantadas suas soluções, por tanta gente decente como Celso Furtado, Adalberto Barreto e Ronald Queiroz. Não vou tomar seu tempo em justificar esse atraso. Atraso sim, pois se tivéssemos feito o que deveríamos na época adequada tudo isso que está ai não estaria assim. E não estaria se tivéssemos tomados outros caminhos, destinos, que não foram os que deveriam ter sido.
Não é uma questão de achar culpados por nosso atraso. É uma questão de tentar entender o porquê que ficamos assim. Pois podíamos ter tido outras prioridades, além daquelas em que a elite se fez de ‘merecedora’ da riqueza de todos. Não acho justo. É uma questão de ética, de cultura e de filosofia. De política já não digo tanto, pois ultimamente ela não tem sido merecedora de reconhecimento, pra não chamá-la de vendida a quem lhe possa pagar melhor. Não gosto da política sendo exercitada nesse nível. Acho pouco compatível com o seu real significado. Política é coisa séria. Muito séria. Sem que tenha necessariamente que ser chata. A política é arte do bem viver de todos.
E é esse 'todo' que sinto falta nas propostas eleitoreiras de sempre. O ‘todos’ deles parece mais com um guarda sol, onde só eles se protegem de chuvas e trovoadas. Mas a gente tem que vivê-las. Não acho justo. E justifico dizendo que os nossos impostos, são mais do que suficientes para mudar esse estado de coisas. Já não falo no Estado em seu sentido lato, estático, de poder. Falo do estado de espírito que todos nós temos que nos irmanar, para que enfim, até por um processo de educação, temos que terminar por aceitar um modo de vida mais coletivo. Onde o bem estar social, a verdadeira política, vai gerar as políticas públicas que atenderá de fato o público e nunca, e nem sempre, o privado.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
A Mesma Ambição
Ivaldo Gomes
Dizia Drummond:
“Homem de partido, partido”.
É parte, pedaço, peça.
Quebra-cabeça de interesses.
Partido de coisas que favorecem.
A interesses do poder.
Mandar nos outros...
Faça o que se manda...
Vote em mim.
Derrubemos isso.
Democracia só participativa.
Representação é embuste.
É traição ao povo.
São os mesmos senhores,
E as mesmas ambições.
Dizia Drummond:
“Homem de partido, partido”.
É parte, pedaço, peça.
Quebra-cabeça de interesses.
Partido de coisas que favorecem.
A interesses do poder.
Mandar nos outros...
Faça o que se manda...
Vote em mim.
Derrubemos isso.
Democracia só participativa.
Representação é embuste.
É traição ao povo.
São os mesmos senhores,
E as mesmas ambições.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Meu bem querer
O Projeto Poema com Manteiga traz agorinha um poema djavaniano.
Ivaldo Gomes
Djavan cantou a rima.
E depois o que foi
Mesmo de nós dois?
Assistimos assim esse amor,
Que se agarra em nossos corpos,
Pega fogo, diz e me diz.
E de triz em triz,
De faísca em faísca,
Tocamos fogo em nós.
A sós, em nossos lençóis.
Ai de nós!
Meu bem querer,
É tão assim,
Um encanto,
E nem quero sofrer tanto,
Pois amor,
Pra mim é paz,
É ternura.
Meu bem querer,
Por enquanto,
Eu te amo tanto.
E isso basta pro
Dia de amanhã.
Meu bem querer,
Esse canto e tanto,
É bem verdade
Do querer.
Ivaldo Gomes
Djavan cantou a rima.
E depois o que foi
Mesmo de nós dois?
Assistimos assim esse amor,
Que se agarra em nossos corpos,
Pega fogo, diz e me diz.
E de triz em triz,
De faísca em faísca,
Tocamos fogo em nós.
A sós, em nossos lençóis.
Ai de nós!
Meu bem querer,
É tão assim,
Um encanto,
E nem quero sofrer tanto,
Pois amor,
Pra mim é paz,
É ternura.
Meu bem querer,
Por enquanto,
Eu te amo tanto.
E isso basta pro
Dia de amanhã.
Meu bem querer,
Esse canto e tanto,
É bem verdade
Do querer.
Apatia à parte
Ivaldo Gomes
Fonte: http://www.portalbip.com/colunistas/ivaldogomes/ivaldogomes_base.html - 10/08/2010
É de doer à falta de interesse da população com as eleições. Até onde a vista alcança não vemos o engajamento do passado. Toda movimentação gira em torno de atividades pagas. Ou paga ou não tem atividade. A verdade é essa. Queira ou não os candidatos. As eleições de uns tempos pra cá se tornou um grande teatro. Onde a direção (partido) apresenta um candidato que promete mundos e fundos. Mas na realidade só está interessado nos nossos fundos. Explico melhor! Nossos fundos gerados com os zilhões de impostos que nos obrigam a pagar.
Por esses dias, aqui e em Campina Grande, ouvi, de viva voz, diálogos do tipo: ‘esse pessoal pensa que a gente é besta. Já não basta tudo que arrumaram?’ O outro sem querer concordar e concordando: ‘do jeito que vai, é melhor deixar esse pessoal que já está ai. Pelo menos a gente não vai ter que aprender o nome desses novos ladrões’. Eu calado ouvindo com a língua coçando. Doido pra dizer das minhas. Dizer que falta muito para que a gente chegue a um processo que de fato seja democrático. Tem horas que acho que eu sou um tremendo dum burro. Pois o conceito que aprendi de democracia não bate com esse conceito ai da praça.
‘O senhor quer que eu pregue esse adesivo do candidato tal no seu carro?’ Resposta: ‘diga a esse corno, que se ele pregar essa bosta no meu carro eu dou uns tabefes nele’. E o senhor: ‘eu nem do Papa estou aceitando mais’. Mas na frente vi o chão cheio de adesivos retirados perambulando pelo chão. Daqueles que pra não constranger ninguém e sair constrangido (coisa da paciência brasileira), pára o carro mais na frente e simplesmente arranca o adesivo com uma meia dúzia de palavras que não vamos aqui publicá-las. Vai que uma criança ler esse texto.
As eleições de hoje parecem mais um concurso ‘público’, onde tudo já está pensado. Nada pode sair do ‘script’. Foi fulano que foi escolhido pra levar e vai levar e pronto. Mesmo que o povo - esse eufemismo que a tudo se alude - vai continuar sendo usado como massa de manobra para interesses nem sempre são justificáveis, mas quase sempre são contrários aos interesses da maioria da população. Realmente - tantas lutas, tantos esforços - para redemocratizar o país e ver emergir esse quadro de oportunistas é dose! Mesmo assim não tenho saudades da ditadura. A melhor democracia ainda é aquela que conseguirmos colocar em prática. E essa que está ai – a justificar o injustificável – não tem nada a ver com os interesses da maioria do bondoso povo brasileiro, paraibano e pessoense. Temos que rediscuti-la. Sempre.
Depois eu lhe explico o porquê do bondoso.
____________________________________________________________________
* Ivaldo Gomes é professor, com formação em Educação Física. Especialista em Educação Popular pelo PPGE-UFPB. Militante no campo da educação, meio ambiente e cultura.
Colunas Anteriores:
* A morte da crítica?
* ‘Aliança se faz com os diferentes’
* Controle Social
* Marcus Aranha, um presente
* Alhos com bugalhos
* Na linha do horizonte – final
* Na linha do horizonte – IV
* Na linha do horizonte – III
* Na linha do horizonte – II
* Na linha do horizonte – I
* Escola MUNICIPAL Lions Tambaú - Parte XVII
* Dois pesos e várias conclusões
* O discurso da razão cínica III
* O discurso da razão cínica II
* O discurso da razão cínica
* A Esparrela de Dom Fernando Teixeira
* Cultura para quem precisa
* Sistema Nacional de Cultura e a Paraíba
* As Itacoatiaras do Ingá
* Faltou Educação
* Vila Olímpica quando?
* Boas notícias
* E por falar em 2010
* Educação Política - o mau exemplo da direção do SINTEM
* Carta aos educadores municipais
* Uma Lagoa de problemas
* Sobre merenda escolar
* Travestidos de injustiças
* Justiça Fiscal
* Não é por nada não...
* O Poder da Palavra do Povo
* O mundo muda rápido
* Respeitem a Paraíba
* Pensando Alto
* Fé
* Democracia direta
* Ave César!
* A Bigorna da Consciência
* Por que votar nulo nas próximas eleições?
* Perspectivas hoje na Paraíba – Parte VII - a guisa de conclusão
* Perspectivas hoje na Paraíba – Parte VI - O eixo dos governos e das representações sociais
* Perspectivas hoje na Paraíba – Parte V - O eixo do emprego e geração de renda
* Perspectivas hoje na Paraíba – Parte IV - O eixo dos serviços sociais
* Perspectivas hoje na Paraíba – Parte III - O eixo da infra-estrutura
* Perspectivas hoje na Paraíba – Parte II - O eixo da Educação
* Perspectivas hoje na Paraíba – Parte I - Uma opinião para estabelecer a discussão
* Botando pra quebrar
* A eleição de 2008 e o TCE/TRE
* Augusto Crispim
* Escola MUNICIPAL Lions Tambaú Parte XVI
* Enfim começa o ano
* Oficina Escola de João Pessoa
* PARAHYBA sim senhor(a)
* Na linha o horizonte
* Paikan e o gostinho de veneno
* Programa Saúde da Família
* De repente o rap
* Relato de uma viagem ao brejo e curimataú
* Cultura é estratégia
* Três Pontos...
* Mil dias de abandono
* Centro Cultural do Terceiro Setor Thomaz Mindello
* O grande Pedro Santos
* Assaltos e arrombamentos no Anatólia
* Um outro Estado
* E nossos rios?
* Transposição já
* Balduino Lélis
* A questão ambiental no Estado
* A crise é moral
* Cadê os Centros Culturais privados?
* Por trinta centros culturais
* Enquanto seu lobo não vem
* Ainda a Escola Municipal Lions Tambaú - (Parte XV)
* UEPB no Centro Histórico
* Educação, educação
* A devastação do Cabo Branco
* Um Largo Cultural
* Dinâmica na Política
* Teatro Ednaldo do Egito
* Alimentação Saudável - Parte III
* Alimentação Saudável - Parte II
* Alimentação Saudável - Parte I
* O conhecimento védico
* mais...
Fonte: http://www.portalbip.com/colunistas/ivaldogomes/ivaldogomes_base.html - 10/08/2010
É de doer à falta de interesse da população com as eleições. Até onde a vista alcança não vemos o engajamento do passado. Toda movimentação gira em torno de atividades pagas. Ou paga ou não tem atividade. A verdade é essa. Queira ou não os candidatos. As eleições de uns tempos pra cá se tornou um grande teatro. Onde a direção (partido) apresenta um candidato que promete mundos e fundos. Mas na realidade só está interessado nos nossos fundos. Explico melhor! Nossos fundos gerados com os zilhões de impostos que nos obrigam a pagar.
Por esses dias, aqui e em Campina Grande, ouvi, de viva voz, diálogos do tipo: ‘esse pessoal pensa que a gente é besta. Já não basta tudo que arrumaram?’ O outro sem querer concordar e concordando: ‘do jeito que vai, é melhor deixar esse pessoal que já está ai. Pelo menos a gente não vai ter que aprender o nome desses novos ladrões’. Eu calado ouvindo com a língua coçando. Doido pra dizer das minhas. Dizer que falta muito para que a gente chegue a um processo que de fato seja democrático. Tem horas que acho que eu sou um tremendo dum burro. Pois o conceito que aprendi de democracia não bate com esse conceito ai da praça.
‘O senhor quer que eu pregue esse adesivo do candidato tal no seu carro?’ Resposta: ‘diga a esse corno, que se ele pregar essa bosta no meu carro eu dou uns tabefes nele’. E o senhor: ‘eu nem do Papa estou aceitando mais’. Mas na frente vi o chão cheio de adesivos retirados perambulando pelo chão. Daqueles que pra não constranger ninguém e sair constrangido (coisa da paciência brasileira), pára o carro mais na frente e simplesmente arranca o adesivo com uma meia dúzia de palavras que não vamos aqui publicá-las. Vai que uma criança ler esse texto.
As eleições de hoje parecem mais um concurso ‘público’, onde tudo já está pensado. Nada pode sair do ‘script’. Foi fulano que foi escolhido pra levar e vai levar e pronto. Mesmo que o povo - esse eufemismo que a tudo se alude - vai continuar sendo usado como massa de manobra para interesses nem sempre são justificáveis, mas quase sempre são contrários aos interesses da maioria da população. Realmente - tantas lutas, tantos esforços - para redemocratizar o país e ver emergir esse quadro de oportunistas é dose! Mesmo assim não tenho saudades da ditadura. A melhor democracia ainda é aquela que conseguirmos colocar em prática. E essa que está ai – a justificar o injustificável – não tem nada a ver com os interesses da maioria do bondoso povo brasileiro, paraibano e pessoense. Temos que rediscuti-la. Sempre.
Depois eu lhe explico o porquê do bondoso.
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* Ivaldo Gomes é professor, com formação em Educação Física. Especialista em Educação Popular pelo PPGE-UFPB. Militante no campo da educação, meio ambiente e cultura.
Colunas Anteriores:
* A morte da crítica?
* ‘Aliança se faz com os diferentes’
* Controle Social
* Marcus Aranha, um presente
* Alhos com bugalhos
* Na linha do horizonte – final
* Na linha do horizonte – IV
* Na linha do horizonte – III
* Na linha do horizonte – II
* Na linha do horizonte – I
* Escola MUNICIPAL Lions Tambaú - Parte XVII
* Dois pesos e várias conclusões
* O discurso da razão cínica III
* O discurso da razão cínica II
* O discurso da razão cínica
* A Esparrela de Dom Fernando Teixeira
* Cultura para quem precisa
* Sistema Nacional de Cultura e a Paraíba
* As Itacoatiaras do Ingá
* Faltou Educação
* Vila Olímpica quando?
* Boas notícias
* E por falar em 2010
* Educação Política - o mau exemplo da direção do SINTEM
* Carta aos educadores municipais
* Uma Lagoa de problemas
* Sobre merenda escolar
* Travestidos de injustiças
* Justiça Fiscal
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* O Poder da Palavra do Povo
* O mundo muda rápido
* Respeitem a Paraíba
* Pensando Alto
* Fé
* Democracia direta
* Ave César!
* A Bigorna da Consciência
* Por que votar nulo nas próximas eleições?
* Perspectivas hoje na Paraíba – Parte VII - a guisa de conclusão
* Perspectivas hoje na Paraíba – Parte VI - O eixo dos governos e das representações sociais
* Perspectivas hoje na Paraíba – Parte V - O eixo do emprego e geração de renda
* Perspectivas hoje na Paraíba – Parte IV - O eixo dos serviços sociais
* Perspectivas hoje na Paraíba – Parte III - O eixo da infra-estrutura
* Perspectivas hoje na Paraíba – Parte II - O eixo da Educação
* Perspectivas hoje na Paraíba – Parte I - Uma opinião para estabelecer a discussão
* Botando pra quebrar
* A eleição de 2008 e o TCE/TRE
* Augusto Crispim
* Escola MUNICIPAL Lions Tambaú Parte XVI
* Enfim começa o ano
* Oficina Escola de João Pessoa
* PARAHYBA sim senhor(a)
* Na linha o horizonte
* Paikan e o gostinho de veneno
* Programa Saúde da Família
* De repente o rap
* Relato de uma viagem ao brejo e curimataú
* Cultura é estratégia
* Três Pontos...
* Mil dias de abandono
* Centro Cultural do Terceiro Setor Thomaz Mindello
* O grande Pedro Santos
* Assaltos e arrombamentos no Anatólia
* Um outro Estado
* E nossos rios?
* Transposição já
* Balduino Lélis
* A questão ambiental no Estado
* A crise é moral
* Cadê os Centros Culturais privados?
* Por trinta centros culturais
* Enquanto seu lobo não vem
* Ainda a Escola Municipal Lions Tambaú - (Parte XV)
* UEPB no Centro Histórico
* Educação, educação
* A devastação do Cabo Branco
* Um Largo Cultural
* Dinâmica na Política
* Teatro Ednaldo do Egito
* Alimentação Saudável - Parte III
* Alimentação Saudável - Parte II
* Alimentação Saudável - Parte I
* O conhecimento védico
* mais...
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