sábado, 21 de agosto de 2010

Três poemas de Lúcio Lins

O Projeto Poema com Manteiga de hoje sai em saudade do poeta Lúcio Lins. Ouvindo a música que Chico César fez sobre seu poema Duas Margens (http://www.youtube.com/watch?v=iDs99BBr2ek&feature=related). Três poemas de Lúcio Lins, com esse céu chuvoso, em lágrimas e saudades. Viva Lúcio Lins!



duas margens


quando o tempo
me cobrir os céus
com a anágua suja
da tua espera
e teus lábios
forem duas margens
um
gritando calmaria
outro
clamando tempestade
eu voltarei
de corpo e barco
e por ti
seguirei minha viagem

navegarei
entre teus braços
e segredos
eu
serei teu búzio
tu
serás o meu degredo



degelo


posto que
não haverá
mais porto
quando o sol
beber o suor
do sísifo ofício
de sobre a terra
fazer dias
e envelhecer a história
pelos mares
eu me espalho
(velas
para todos os ventos)

o que ficar de mim
podem velar

é a vaidosa lágrima
se dizendo mar



intervalo das águas


não parto
cedo-me à âncora
feliz do mergulho

meu barco
deu-se aos intervalos
das águas
e hoje
eu nunca mais navegarei

hoje
me dirão nos arrecifes
pelas espumas das perdas
nesse mar louco de pedras

meu barco
deu-se à ferrugem
dos calados
e hoje
eu nunca mais navegarei

não parto
dou-me ao mar


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Do livro de poemas Perdidos Astrolábios - Lúcio Lins - Edições CCHLA - Editora Universitária - 2002 - 2ª Edição

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Anexo será construído na Estação Ciência

Em outras palavras: continua a ocupação inconsequente da Ponta do Cabo Branco, contribuindo com o processo de degradação já existente. Na realidade João Pessoa tem tantas áreas disponíveis mas a PMJP encasquetou que aquele canto é o canto. Um dia vão reconhecer que aquele espaço está sendo utilizado de forma errada. Mas do que adianta falar isso se lá só se enxerga os interesses de quem quer ficar na história de todo jeito? E o pior, é que esse tipo de atitude parte de quem deveria preservar o espaço mais significativo que a Paraíba possui. Me desculpe a sinceridade, mas a Ponta do Cabo Branco é mais importante e bem maior do que tudo isso que a PMJP quer se colocar como cartão postal. Cuidado, ego exacerbado termina em sanatório.
Um abraço,
Ivaldo Gomes

19 de Agosto de 2010 - Fonte: http://www.pbagora.com.br/conteudo.php?id=20100819144626&cat=cultura&keys=anexo-sera-construido-estacao-ciencia

Anexo será construído na Estação Ciência

A Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, patrimônio dos paraibanos, vai ganhar um novo espaço arquitetônico multidisciplinar, com a finalidade de atender à crescente diversidade das atividades praticadas no local. A obra já foi licitada e a ordem de serviço assinada pelo prefeito de João Pessoa, Luciano Agra. A Secretaria de Planejamento do Município (Seplan) informou detalhes do projeto desenvolvido pela equipe de arquitetos do órgão. Entre outros, serão incorporados novos auditórios que atenderão a um público de 455 pessoas, sendo dois com 76 lugares, um para 67 e outros dois para 118 lugares.

O novo prédio anexo será composto por três pavimentos, distribuídos em pavilhão para exposições, auditórios, setor administrativo, restaurante, estacionamento, entre outros setores. "Todo o empreendimento segue a proposta de acessibilidade e os padrões internacionais de controle de umidade e climatização. É uma obra que, além de tudo isso, respeita as normas ambientais", frisou Marcelo Cavalcanti, Coordenador da Unidade Executora Municipal (UEM), da Seplan.

Todo o projeto da obra que será realizada pela Prefeitura de João Pessoa (PMJP) foi planejado com base na Lei Ambiental. Em toda a edificação foi prevista a preservação de uma área de vegetação nativa, encontrada na região, objetivando manter intactas as espécies arbóreas.

Nas especificações do projeto, o pavilhão terá um espaço coberto e um pavimento térreo, projetado, prioritariamente, para abrigar exposições técnicas, científicas e culturais, que tenham painéis, esculturas de pequeno e grande porte, equipamentos de diversas tecnologias e áreas da ciência. Este pavilhão de exposições terá uma área de 1.146,10m².

Outra melhoria a ser implantada é o restaurante, já que estudos da administração relevaram que muitas das pessoas que trabalham e frequentam a Estação permanecem no local nos dois horários. Por isso, a necessidade de um restaurante para as refeições desse público, dando mais conforto e comodidade aos usuários. Na área administrativa, o prédio irá disponibilizar salas especificas para esse setor.

Especificações Técnicas – Para abrigar toda essa estrutura, o novo prédio foi dividido em três pavimentos. No piso inferior ficarão os três auditórios, dois conjuntos sanitários, circulação horizontal, pavilhão de exposições com área climatizada e com controle de umidade seguindo os padrões internacionais, sala de dança e música, copa e depósito, além de estacionamento para 392 automóveis.

No térreo, serão mais dois conjuntos sanitários; dois auditórios com capacidade para 118 lugares cada; hall de entrada e galeria para circulação; recepção, depósito e copa; restaurante; cozinha completa e conjunto sanitário independente; setor administrativo; rampas de acesso e circulação horizontal.

O pavimento superior será composto por um terraço; depósito e área técnica. Para ligar os três pavimentos, serão construídas escadas e colocados elevadores. "O restaurante irá funcionar independente das demais áreas. Isso significa dizer que se outros setores estiverem fechados, as pessoas podem usufruir do espaço gastronômico", disse Marcelo Cavalcanti.

Em relação ao conforto térmico e ambiental, as cabeceiras do prédio foram detalhadas para receber tratamento acústico e térmico, de acordo com as atividades desenvolvidas. Já a galeria e a área multidisciplinar, localizadas na área sul, foram projetadas para receber ventilação cruzada.



Redação com Secom-PB

Poema Nenhum e nem Ninguém

O Projeto Poema com Manteiga, sem contar com o patrocínio da petrobrás, radiobrás, roubobrás e também de seu Brás, divulga hoje um poema polêmico do poeta Quelyno Souza, intitulado Nenhum e nem Ninguém. Uma obra prima. Confira:




Nenhum e nem Ninguém

Quelyno Souza - Fonte: http://pedrocabralfilho.blog.uol.com.br/


Faço como Ivaldo também
Para presidente vote NINGUÉM

Para o meu e o seu bem
Para senador vote NINGUÉM

Faça como Ivaldo não abra nem pro trem
Para governador vote NINGUÉM

Não vote nem por uma nota de cem
Para deputado federal vote NINGUÉM

Mostre que você é alguém
Para deputado estadual vote NINGUÉM

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Nenhum e nem Ninguém

Ivaldo Gomes

Fonte: http://www.portalbip.com/colunistas/ivaldogomes/ivaldogomes_base.html - 18/08/2010

Preferencialmente optei por Ninguém. O acho um candidato mais consistente. Se bem que Nenhum é um excelente candidato a vice. Nenhum e Ninguém representam hoje algo em torno de 15% das intenções dos votos nas pesquisas eleitorais. Na Paraíba isso representa trezentos e cinqüenta mil votos nulos. Um coeficiente que merece reflexão e respeito. Afinal de contas são trezentos e cinqüenta mil cidadãos que optam em votar nulo. Logo seus candidatos, Nenhum e Ninguém merecem ouvidos. O danado é que quem vota nulo não quer nem explicar seus motivos. O que não é o meu caso.

Já que estamos em campanha eleitoral - onde os mesmos de sempre - estão cantando aquele velho e surrado marketing político tão famoso na década de sessenta: ‘eu te darei o céu meu bem e o meu amor também’. E nos parece que pelo andar da carruagem não anima a platéia como antes. Agora só em troca de muito dinheiro é que se vota nesse passado, repaginado com maquiagem, fotoshop e outros truques para que pareça que vamos mesmo ter o paraíso depois de janeiro de 2011. De tanto ouvir mentiras optei em votar em Ninguém - seguindo uma tendência nacional - que acha que sem controle efetivo dos eleitos não tem pacto de representatividade que se sustente. Responda rápido: por que votar em alguém se não se tem o menor controle sobre ele?

Daí que acho que tanto Nenhum quanto Ninguém são de fato os melhores candidatos para enfrentar esse jogo de cartas marcadas que está ai. Onde o voto que deveria ser um direito, passa a ser exercido como obrigação e que logo se transforma mesmo em um dever. E por mais explicações que queiram dar, com campanhas institucionais, dizendo da responsabilidade dos eleitos, e nunca como controlá-los, temos o sagrado direito de também não aceitar isso dessa maneira.

Têm duas coisas que precisam ser rediscutidas por aqui urgentemente - inclusive durante o processo de campanha eleitoral – que são o controle efetivo dos eleitos pelos eleitores e como é feita mesmo a aplicação de forma justa e transparente dos nossos impostos. Ah, os impostos! Os candidatos nunca falam sobre eles. Mas querem administrá-los e com eles nossas vidas, usando-os quase sempre na tentativa de manter-se no poder e fazer seu usufruto. Portanto, tanto Nenhum quanto Ninguém continua sendo excelentes candidatos para as próximas eleições. Daí tamanha aceitação de mais de 15% nas respostas as pesquisas eleitorais.

Lembre-se, Nenhum e nem Ninguém não prometeram nada até aqui. E com certeza não lhe procurará para propor conchavos e compra de seu voto a troco de nada. Nem tão pouco vão aparecer na televisão mentindo descaradamente como esses que estão ai. Sabe por quê? Porque se esses candidatos que estão ai quisessem mesmo resolver alguma cosia por aqui já o teriam feito. Já se passou mais de trinta anos da redemocratização do país. Já houve tempo suficiente pra mudar as coisas por aqui não acham?

Então fiquemos assim ou as regras atuais são rediscutidas, ou uma grande parcela da comunidade - trezentos e cinqüenta mil só na Paraíba - vão continuar protestando por mudanças. Pois elas serão feitas mais cedo ou mais tarde. Só depende de um pouco mais de conscientização da população. Quando ela perceber que as regras colocadas hoje não dão a menor garantia de mudança efetiva, não legitimará mais esses candidatos como faz hoje. Ou você assinaria um contrato com alguém que não garantisse o serviço? Assinaria? Pois bem, então explique como se vota nessas pessoas sem ter a garantia que elas vão fazer o que a gente precisa de verdade?

É bom pensar nisso, pois do jeito que está não dá pra continuar. A não ser que você ache justo pagar uma conta sem participar do banquete. Ficar apenas com os encargos, já que os cargos e as mordomias vão ficar com essa meia dúzia de senhores e senhoras que se acham mais merecidos que todos nós. É uma atitude no mínimo impensada. Pois já passamos da hora de colocar essas questões na ordem do dia, nas agendas e discussões. Comecem a se perguntar quais são as garantias que nós temos, de que os eleitos vão fazer as mudanças que precisamos? Quais são essas garantias de verdade? Se não existe é melhor rever o seu voto. Sugiro Ninguém com Nenhum pra vice. Quem sabe as autoridades não aprendam a enxergar a falta de garantias que eles oferecem.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Poemas de Chagas Correia

O Projeto Poema com Manteiga de hoje sai em divulgação de três poemas de Chagas Correia. Do seu livro alternativo NO MUNDO DA LUA.


MEU MUNDO


a lua
é o satélite dos poetas
a terra
é um poema

o universo
é o tamanho da imaginação
e nós fomos feitos a semelhança de um verso.



SOBRE-NATURALIDADE


às vezes meu coração fica leve
e um orgasmo sobrenatural
emite uivos lunáticos
macabramente belos
que assustam até os deuses do pecado.



CADA-FALSO


você
um gelo de rum
um sanduíche de queijo com areia
o mar
eu
a lua
a nuvem que vêz em quando nos encobre
lençol que me entristece
porque anseio ver o que faço
mesmo que teu beijo seja falso
(como se falso fosse todo esse momento).

domingo, 15 de agosto de 2010

Artistas sem bandeira

Acho que Jamarrí tem muita razão em cobrar esse silêncio todo. Afinal, será que basta mesmo uma gratificação comissionada para párar a cultura na Paraíba? Perguntar é elucidar, como diz o jornalista Marcos Tavares. Essa carapuça de silêncio subserviente eu não visto. Pois sempre me fiz presente dizendo o que acho. E acho até que muita gente acha um saco tudo que eu acho. Pois eu acho sempre muito. E muito tem ainda que ser dito. E como têm.

Artistas sem bandeira. Que bandeira.

Um abraço,
Ivaldo Gomes




Tacape na Testa

por: Jamarrí Nogueira

Domingo, 15 de Agosto de 2010 - 06h00 - Fonte: http://www.portalcorreio.com.br/jornalcorreio/colunaLer.asp?columnId=31
Artistas sem bandeira

Artista adora assistencialismo e, de maneira geral, vive às custas de esmolas governamentais. Um projeto aqui, um cargo acolá. São reclamões, contundentes e estentóreos. O período eleitoral na Paraíba, todavia, tem sido marcado por um silêncio dos infernos!!! A categoria está caladinha. Não se manifesta nem através da Internet.

Motivo?!?! Medo. Embora pequena parte não se interesse pelo processo, ampla maioria está fora - na verdade - porque teme manifestar opinião antes que as urnas sejam abertas em outubro. Imaginem a situação. Fulano, Beltrano e Cicrano anunciam apoio a Bê, mas o vencedor termina sendo Cê. Lascou!!!

Os neurônios entram em parafuso: ‘vou ficar fora do Fenart!’, ‘não vão aprovar meu projeto na lei de incentivo!’, minha esposa vai perder o cargo comissionado’, ‘vou perder meu cargo comissionado!’.

O nível de dependência impede a manifestação da opinião, maior bem do artista. Aliás, um dos maiores bens do cidadão. Bocas encalacradas. Mordaças. Sei não.

Historicamente, não há recordação de administração estadual que tenha privilegiado o setor cultural de maneira sinérgica. Nos últimos 16 anos, o negócio só piorou. Ainda assim, artistas preferem o silêncio. Não se arriscam. Cedem às neuras. Ao medo. À ausência de opinião.
A manhã tropical não mais se inicia e a bandeira há muito encontra-se enrolada.

Ainda é tempo

Ainda é tempo de apresentar propostas, planos e projetos para a área cultural. Do Litoral ao Sertão, que artistas desenrolem as bandeiras e tratem de exigir dos candidatos compromisso com o setor cultural. Os debates e as avaliações são imprescindíveis. Ou preferem o silêncio...?

sábado, 14 de agosto de 2010

Sobre poesia

Ivaldo Gomes


Disse essa semana a um amigo que quando faltou ao homem o discurso, ele descobriu a poesia. A poesia é um salvo conduto para aqueles que são tocados por ela. Todos nós temos a capacidade de escrever poemas. Mas nem todos de senti-los. Na poesia nada é definitivo. Nada tem a ver com nada e só tem. É frente, verso, reverso, ante verso. Por mais diverso que seja o tema que ela utiliza, ela sempre diz sua mensagem. Fazer poesia é fácil. O difícil é deixá-la de lado. Nada que tenha comparação. Pois ela fala de todos os temas, inclusive alguns anátemas. Nenhum sistema aplaudiu de verdade a poesia. Poetas ainda são presos hoje em dia.

A poesia é tolerada pelo ‘stablisment’. Chega-se ao ponto de se comprar alguns escribas e colocá-los na crista da onda, que logo passa e se descobre sem poesia. Um fiasco pra quem topa. Mas muitos poetas e poetizas tiveram maus e bons bocados nesses últimos dez mil anos. Acho um bom espaço de tempo para estabelecermos um arco de poemas e versos. Não vamos aqui desfiar os poetas ou os poemas dos últimos dez mil anos. Seria árduo e nada poético para esse texto. Que com certeza não é poesia. Pode até falar dela. Mas isso pouco importa. O que gostaria de dizer é que a poesia sempre foi, é e será uma das coisas mais sérias que eu mesmo já conheci.

Falo por experiência própria. De quem de vez em quando é apossado de uma vontade de escrever e dizer coisas que mesmo depois de ditas, lidas, relidas, parece mesmo que foi você que fez. Mas como fiz? Fiz, peguei o lápis, a máquina de escrever, o teclado do computador, a voz gravada no gravador e até imagens e sons para aparecer no Youtube. Não importa como eu diga, a mensagem da poesia é sempre a mesma. Palavras, sentidos, emoções. Um quebra cabeça que vai se montando com sentimentos e alma. Pensamento, momento, inspiração, meio ambiente, envolvente ou não. A poesia paira como incenso no ar. Ocupa e seu cheiro é inebriante.

Devemos levar mais a sério a poesia. Os poetas nem tanto. Eles são uns farsantes como bem disse Fernando Pessoa. Mas acreditem, os poetas são tão imprescindíveis a esse mundo, como o horizonte ao céu. Poetas são como costureiras que costuram um cordão que liga todas as coisas as outras. É um costureiro das palavras, dos sentimentos, dos ditos e não ditos, de todos os versos e palavras já escritas como e com forma de poema. Poema é sem esquema. Não tem regras e possui todas. Nunca diga o que não sente, pois a falsidade fica registrada e isso não é poesia.

Temos todas as capacidades do mundo. Em algum canto da gente vive um ditador, um medíocre, um assassino, um crente, um monge, um bonzinho, um compreensivo, um justo, um certo e um errado. Temos todas as capacidades de todos. Apenas, por educação, formação, medo, limitação, falta de condição, podemos ou não desenvolver qualquer uma dessas capacidades. E uma delas é o de externar nossos sentimentos em forma de poesia. Aqui a experiência é fatal. A poesia, quando tocada, é um doce veneno que quanto mais você tem mais a quer por perto. Poesia tem tudo a ver com musa, com motivo. E como temos musas e motivos a nos inspirar!

Portanto, quando você se deparar com um poema, escrito em qualquer lugar, com qualquer material ou forma, você logo saberá que está diante dela, na sua presença. Sabe daquelas coisas que você não compreende o que seja, mas quando a vê sabe na hora que era aquilo que você gostaria de ter visto, vivido, sentido? É pura emoção. Você sabia que poemas são como meizinhas que aliviam a alma e as engrandece? Ela puxa pelo lado bom da vida. Até os lamentosos poemas, ajudam a refletir sobre os lamentos e os problemas dessa vida. A poesia é como um bálsamo para aqueles que têm olhos, olfato, tato e audição. Uma degustação.

Então ficamos combinados assim: poesia é a coisa mais seria que existe nos dias de hoje.